Autoestima e Amor-Perfeito

Publicado em: 25 de setembro de 2017

Categorias: Devocionais

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Eu mesmo

Isaías 49.15-16 (NTLH)

15 O SENHOR responde:
“Será que uma mãe pode esquecer o seu bebê?
Será que pode deixar de amar o seu próprio filho?
Mesmo que isso acontecesse, eu nunca esqueceria vocês.
16 Jerusalém, o seu nome está escrito nas minhas mãos; eu nunca esqueço as suas muralhas.

A palavra autoestima está na moda. Ela tem sido usada nos mais variados seguimentos da sociedade. Palestrantes usam-na com frequência. Psicólogos têm tratado da autoestima. Programas de televisão têm tratado desta temática e vários são os livros que lotam as prateleiras de livrarias tratando da autoestima. Mas afinal o que é autoestima? Segundo o psicólogo e pastor batista Marcelo Aguiar “a auto-estima pode ser definida como o senso de importância, valor e adequação que uma pessoa tem de si própria.” É algo que diz respeito à autenticidade e dignidade que cada um de nós. Ou seja, a autoestima está ligada ao conceito que a pessoa faz de si mesma, a imagem ou conceito que ela tem de si.

A chave para uma boa autoestima é o equilíbrio. A supervalorização ou inferiorização da imagem trarão consequências indesejáveis à vida. Quando nascemos é comum que quando bebês, sejamos acariciados, paparicados, e que recebamos toda a atenção. Porém, conforme crescemos, as coisas vão mudando e também a forma em que somos tratados. Foi por isso que Eric Berne afirmou que “todos nascem príncipes e princesas e depois se transformam em sapos.”. Muitas coisas contribuem para abaixar o conceito que fazemos de nós mesmos e construirmos uma imagem distorcida de nós mesmos. Por exemplo, pessoas que nos humilham que nos fazem mal ou dizem coisas que nos magoam.

A pessoa com baixa autoestima nunca está satisfeita consigo mesma. Se ela está magra, pensa estar gorda; se ela é linda se sente feia; se ela é inteligente, se sente tola; se ela é amada, se sente desprezada. Se você se sente assim, preste bem atenção nesta estória. Diz uma lenda que, certa manhã, um rei entrou no seu jardim e encontrou as plantas murchas. Ao procurar entender a razão, descobriu que elas estavam insatisfeitas, comparando-se umas às outras. O carvalho estava deprimido porque não era alto e reto como o pinheiro. O pinheiro lamentava o fato de não produzir frutos como a videira. A videira queria morrer por não ter as flores perfumadas da roseira, enquanto a roseira se sentia inferior por não possuir caules elegantes como os do lírio. Por toda a parte só se via descontentamento.

O rei prosseguiu, intrigado, até que chegando a um canteiro viu um pequeno amor-perfeito. Ao contrário das demais plantas, ele estava perfumado e vistoso, exibindo suas cores com satisfação.

– Muito bem, amor-perfeito, disse o soberano. Regozijo-me por ver, no meio de tanto, uma florzinha feliz.

Voltando suas pétalas para o rei, o amor-perfeito respondeu:

– De fato majestade, ao acordar esta manhã, não me senti diferente das minhas companheiras. Afinal, não tenho o tamanho do carvalho, nem a altura do pinheiro. Não dou frutos doces como a videira, e minhas flores não são grandes como as rosas e os lírios. Mas então eu pensei que se senhor quisesse, neste canteiro, alguma dessas plantas, teria semeado elas, e não a mim. Assim entendo que o senhor queria neste lugar um amor-perfeito, decidi ser o melhor amor-perfeito que pudesse ser. (AGUIAR, Marcelo. O segredo da autoestima, p.29).

Lembre-se que por mais que você tenha um baixo conceito de si mesmo, que se sinta inadequado, você não está neste mundo por acaso. Você não é obra do acaso. Seus traços e características refletem o desejo do Criador. Você é a joia da criação de Deus. Não existem razões para que se sinta inferior, pois Deus colocou a você exatamente onde está para dar frutos. Tenha uma ótima semana.

 

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