Cristãos podem ser Feministas?

Publicado em: 6 de fevereiro de 2020

Categorias: Estudos de Quinta Feira

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“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.”

Gênesis 1:26 ARA

O Rev. Augustus Nicodemus afirma que se o feminismo for a busca pelos direitos fundamentais da sociedade de forma igualitária para homens e mulheres, o cristão não apenas pode, mas deve ser feminista. Afinal, Deus criou homem e mulher iguais em sua imagem e semelhança (Gn 1.27).

Todavia o feminismo atual busca outros ideais e a igreja cristã passou a sofrer ataques de feministas extremistas que afirmam que a igreja impõe uma servidão a mulher em relação ao homem. Que ambos podem exercer o mesmo papel, sem distinção, todavia, a Bíblia afirma que o homem é o cabeça da mulher, seu protetor, assim como Cristo é o cabeça da igreja (Ef. 5.23) e que a mulher é a sua auxiliadora idônea.

Um ramo extremista de feministas exige, inclusive, a revisão da Bíblia e de seus valores. Desejam que Deus passe a ser chamado de Sophia, tirando toda a referência masculina de Deus. Querem que deixem de se referir a Jesus como o filho de Deus e passe a chamá-lo de a “criança de Deus”.

É neste ponto em que o cristianismo e o feminismo se distanciam, pois homem e mulher são iguais perante Deus, mas cada um com o seu papel, como dito anteriormente. O homem exerce a função de lider, cabeça e protetor da mulher, sendo este o seu dever dentro da família. A mulher tem o papel de auxiliadora idônea (Gn 2.18), um complementando o outro.

Ao olhar para a Bíblia, desde a criação do mundo Deus instituiu um sistema em que a família e a sociedade são governadas por um patriarca, um homem, a quem é dado a liderança, o domínio e a autoridade sobre a sua família e a seguimentos da sociedade.

A Bíblia nos relata a vida de grandes patriarcas e da sua importância nos planos de Deus. Noé, por exemplo é um patriarca que marca um recomeço da vida humana. Com Ele Deus faz uma promessa e executa seu julgamento ao mundo que estava totalmente corrompido e deveria ser destruído (Gn 6.13). Em Noé vemos outra marca, a redução da idade média dos seres humanos. Até o Dilúvio a idade média dos patriarcas era de 900 anos, depois ela caiu rapidamente fixando-se em uma nova faixa com idades médias aproximadas a 120 anos, conforme Deus determina em Gênesis 6.3.

Por mais que desde Adão temos patriarcas no comando é após Noé que se tem início a chamada era patriarcal. Esta era se inicia com Abrão, também é Abrão que se tem o início da criação de Israel (Gn 12.1 – 22.19). Inclusive, com a idade de 99 anos, Deus muda o nome dele de Abrão para Abraão. Pode parecer uma pequena mudança, mas representa a reafirmação da promessa de Deus, pois, Abrão significa “pai exaltado” e Abraão significa “pai de uma multidão de nações”, a mudança de nome simboliza aquilo que Deus faria.

Abraão é o primeiro dos três mais importantes patriarcas dos tempos Bíblicos, os dois outros são seu filho Isaac e seu neto Jacó. É de Jacó que temos a origem das 12 tribos de Israel. São com estes patriarcas que se consolidam as principais características do povo hebreu.

O patriarcado é um regime estipulado por Deus, mas o feminismo atual é contra essa estrutura por entender que a mulher deve assumir a função que foi designada por Deus ao Homem. O feminismo que surge na década de 50 tinha reivindicações justa, como direito às mulheres de votar, estudar e receber o mesmo salário de um homem pelo mesmo tipo de trabalho. Enquanto feminismo for a busca pelos direitos fundamentais da sociedade de forma igualitária para homens e mulheres, um cristão certamente deverá apoiar essa causa, porém, qualquer coisa que exceda disso, torna-se incompatível com as escrituras e não deve ser apoiado.

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