Pergamo: O perigo da Aliança com o Mundo

Publicado em: 29 de julho de 2021

Categorias: Destaques, Estudos de Quinta Feira

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Texto base: Apocalipse 2.12-17

A cidade de Pergamo era famosa por sua biblioteca com mais de 200.000 pergaminhos. Os pergaminhos eram feitos de pele de animais e substituíram o papiro originário do Egito. Na cidade de Pergamo havia o “trono de satanás”(2.13). Este trono é um simbolismo da negação de Cristo, idolatria e corrupção espiritual da cidade. Nesta importante cidade havia o sincretismo religioso.

A divindade mais importante dos pagãos em Pergamo era Zeus, cujo nome significa “salvador”. Também havia a adoração à divindade Esculápio, retratado como um homem com uma haste envolta por uma serpente. Esta haste com a serpente veio a se tornar símbolo da medicina. Muitas curas eram atribuídas à divindade Esculápio. Os habitantes de Pergamo eram obrigados a prestar culto ao imperador romano uma vez por ano. Quem não o fizesse seria morto. É por isso que vemos que no contexto de tanta idolatria, Jesus fazer referência à fidelidade de Antipas, chamando-o de fiel testemunha (2.13).

Porém, nem tudo eram flores na igreja de Pergamo. Havia cristãos que faziam aliança com o mundo nesta comunidade. Muitos cristãos que temendo perder a vida e a segurança, seguiram a doutrina de Balaão (2.14). Este profeta pagão e mercenário é citado na Bíblia em Números 22,23 e 24. Por ordem de Balaque, rei dos moabitas, Balaão tentou amaldiçoar três vezes a Israel, porém não conseguiu. O método então usado por Balaão foi envolver o povo de Israel com mulheres pagãs (Números 31.6-18), o que gerou a ira de Deus. O SENHOR mandou uma praga que consumiu 24.000 israelitas (Números 25.9).

Outros seguiram a doutrina dos nicolaítas (2.15). O culto dos nicolaítas eram marcado por muita perversão e imoralidade. Jesus chama os crentes mundanos de Pérgamo ao arrependimento (2.16). Hoje em dia, a mensagem sobre arrependimento não é mais palatável. Alguns cultos têm se transformado num verdadeiro show e os “pastores coaching” tem ganhado os holofotes. A mensagem do evangelho está sendo trocada pela mensagem de auto-ajuda. Fala-se mais do diabo e dinheiro do que de Jesus.

Urge resgatarmos a mensagem de arrependimento. Li certa vez numa conceituada revista cristã que cerca de 50% dos jovens cristãos têm relação sexual antes do casamento, o que é uma afronta a Jesus. É preciso lembrar que uma vida dupla não agrada a Deus. O pecado mina a vida espiritual (Salmo 42.7), nos separa de Deus (Isaías 59.2) e não traz a prosperidade bíblica (Provérbios 28.13). É hora de abandonar o pecado que tenazmente nos assedia (Hebreus 12.1-3), que nos amarra ao inimigo e desfrutar de uma vida limpa, reta e abundante diante de Deus.