Páscoa: Libertação e Salvação

Publicado em: 31 de março de 2024

Categorias: Destaques, Estudos de Quinta Feira

Visualizações: 163

Tags: , , , , , , ,

A Páscoa, ou a festa da Páscoa, tem suas origens na formação do povo de Deus no Antigo Testamento e na formação da Igreja no Novo Testamento da Bíblia. A Seguir vamos compreender brevemente a celebração de acordo com o Antigo e Novo Testamentos.

Êxodo e a libertação do Egito: A Páscoa judaica, ou Pessach, comemora a libertação dos filhos de Israel da escravidão no Egito, conforme descrito no Livro de Êxodo (Êxodo 12:21-27). Deus instruiu Moisés a pedir ao faraó para libertar o povo de Israel, mas o faraó se recusou. Como resultado, Deus enviou dez pragas sobre o Egito, culminando na morte dos primogênitos. Para proteger os filhos de Israel, Deus instruiu-os a marcar as entradas de suas casas com sangue de cordeiro e a comer um cordeiro assado com ervas amargas e pão sem fermento. Essa marca de sangue protegeria os israelitas da morte que Deus enviaria aos primogênitos egípcios.

Instituição da Páscoa: Após a décima praga, o faraó finalmente libertou os israelitas, e eles partiram apressadamente (Êxodo 12:14). Deus instruiu Moisés a instituir a celebração da Páscoa como um memorial perpétuo da libertação do Egito. O cordeiro pascal era sacrificado e comido juntamente com pão sem fermento e ervas amargas.

A teologia cristã reformada entende que a Páscoa do Antigo Testamento marca não só a libertação de Israel do Egito, mas compreende o significado mais profundo deste acontecimento, como sendo um apontamento para a obra Salvadora que viria a ser realizada por Jesus Cristo, libertando aos que nele creem do jugo do pecado.

A Última Ceia: Em Mateus 26:26-28 temos Jesus celebrando a última páscoa com seus discípulos. A celebração da Páscoa também é significativa no Novo Testamento, especialmente na narrativa da Última Ceia de Jesus com seus discípulos. Durante essa refeição, que era uma celebração da Páscoa judaica, Jesus instituiu a Eucaristia, tomando pão e vinho e dizendo que eram seu corpo e sangue, que seriam dados em sacrifício por muitos.

A Ressurreição: A Páscoa cristã também está relacionada à ressurreição de Jesus Cristo (Mateus 28:5-7). Ele foi crucificado durante a Páscoa judaica e ressuscitou três dias depois, no que os cristãos celebram como a Páscoa. A ressurreição de Jesus é vista como a vitória sobre o pecado e a morte, e é o cerne da fé cristã.

A Páscoa para os cristãos hoje segue como um memorial, que é relembrado a cada Santa Ceia que celebramos em nossos cultos, pois nela lembramos do Sangue do Cordeiro derramado em favor de nossos pecados. Mas independentemente da Santa Ceia, o mais importante é lembrar todos os dias, que Jesus Cristo morreu por nossos pecados para nos libertar da morte eterna. 

Que esta esperança esteja com você hoje e todos os dias!