Promessas à igreja Fiel

Publicado em: 22 de março de 2018

Categorias: Estudos de Quinta Feira

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Apocalipse 3.8

Conheço as obras que você realiza. Eis que tenho posto diante de você uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar. Sei que você tem pouca força, mas guardou a minha palavra e não negou o meu nome.

Deus é Deus de Promessas. E quando promete Ele cumpre porque não é homem para que minta (Nm 23.19). Há cerca de 7.500 promessas na Palavra de Deus. Promessas específicas (dadas a personagens específicos da Bíblia como Elias, Noé, Moisés) e promessas universais (dadas a todos os crentes em todas as épocas). Dentre as várias promessas dadas aos cristãos há promessas de conforto e também promessas de aflições (Jo 16.33). Quero falar neste texto sobre uma Igreja que experimentou promessas de consolo e aflições. Esta igreja é Filadélfia. A cidade de Filadélfia era a mais jovem das 7 cidades mencionadas no Apocalipse. Seu nome foi uma homenagem de Átalo II (fundador de Pérgamo e também fundador de Filadélfia) ao irmão Eumenes. Filadélfia quer dizer “o que ama o seu irmão” ou “amor fraternal”. Quais são as promessas feitas por Jesus aos cristãos de Filadélfia?

Jesus promete aos cristãos de Filadélfia que eles seriam uma porta aberta para o evangelho (vv.7-8). O objetivo de Átalo II, fundador da cidade de Filadélfia, era que esta fosse uma porta aberta para a divulgação da filosofia, cultura e idioma grego dentro da Ásia. Já o objetivo de Cristo era outro: que a cidade fosse uma porta aberta para o evangelho. Ap 3.8 nos mostra que o nosso Deus abre e fecha portas e nada e ninguém pode impedir (ver também Pv 16.1, Is 55.8 e 11, Tg 4.13-15).

Jesus promete aos cristãos de Filadélfia que eles seriam guardados no dia da provação (v.10). Primeiramente, os cristãos de Filadélfia seriam guardados dos ataques dos judeus (v.9). Os judeus acusavam os crentes de Filadélfia de não serem salvos por não serem descendentes de Abraão. A Palavra de Deus é clara em afirmar que todo aquele que crê em Jesus é descendência espiritual de Abraão (Gl 3.29, Gl 4.28). É importante lembrar que em Cristo e não em Abraão a promessa de salvação tem o seu cumprimento (Gl 3.22).

Também há a promessa de livramento do dia da tribulação (v.10). Este dia está relacionado ao fim dos tempos. Este período será marcado por intensa perseguição aos cristãos, apostasia e surgimento do Anticristo. Os cristãos de Filadélfia já estão no céu, morando com o SENHOR. Porém, muitos cristãos ainda serão mortos por causa de sua fé e outros enfrentarão o Anticristo. Ap 11.7-13 mostra um retrato vívido deste confronto. Os dois profetas (Moisés e Elias) não são literais. Eles simbolizam os cristãos espalhados pelo mundo que anunciam a Palavra de Deus. Diz o texto que a Palavra de Deus será proclamada (v.7); o Anticristo (a besta) se levantará contra os cristãos e os matará, jogando-os nas praças e não permitindo que eles sejam enterrados (vv.7-9). Os seguidores do Anticristo farão festas e trocarão presentes por pensarem que os seguidores de Cristo estavam derrotados (v.10). Diante deste quadro caótico, Jesus voltará. Diz Ap 11.12 que haverá o arrebatamento e que os seguidores do Anticristo contemplarão com medo a vinda de Cristo e a subida dos cristãos aos céus. Os adoradores do Anticristo se prostrarão perante Jesus, não porque O temem, mas porque  chegou o fim e não haverá mais oportunidade de arrependimento.

Por último vemos duas promessas.

A primeira: ser coluna do santuário (Ap 3.12). A cidade de Filadélfia era conhecida como “cidade dos terremotos”. Os moradores tinham medo e preferiam habitar em tendas. Jesus promete aos cristãos de Filadélfia que eles seriam coluna no céu e nada poderia destruí-los.

A segunda: gravar o nome de Deus (Ap 3.12). Filadélfia quase foi devastada por um terremoto no ano 90 d.C. O império romano ajudou na reconstrução e em gratidão ao imperador, Filadélfia mudou o nome para Neocesareia, “a nova cidade de César”. Depois o nome foi mudado para “Flávia” em homenagem ao imperador Flávio (“da cor do ouro”).

“Gravar o nome do meu Deus” significa que os cristãos de Filadélfia teriam o nome de Cristo e não do Imperador Romano. Significa que eles são propriedade exclusiva de Deus. Que coisa maravilhosa poder afirmar que eu e você também somos propriedade exclusiva de Deus!