Rispa, Exemplo de Amor Maternal

Publicado em: 8 de maio de 2021

Categorias: Destaques, Devocionais

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Leia: II Samuel 21.1-14

Há personagens na Bíblia que praticamente são ignorados. Permanecem no anonimato e passam despercebidos. Quando falamos a respeito da figura materna, logo nos vem à mente personagens como Sara, Rebeca, Raquel, Ana, Joquebede e Maria. Porém, há na Bíblia a figura de uma mãe que é marcada por uma história dramática, exemplo de amor materno, fibra e bravura. E, neste dia das mães, quero abordar a personagem bíblica Rispa, nome que significa “brasa viva”.

Rispa foi uma mãe que vivenciava o luto. Seus filhos, Armoni e Mefibosete, foram enforcados e deixados ao relento para pagar por algo que não cometeram. Tal fato ocorreu para que fosse paga a vingança de sangue dos gibeonitas que foram massacrados pelo insensato rei Saul (II Sm 21.3). Para entender o episódio é necessário reportar a Josué 9.3-15. Gibeom era uma das quatro cidades importantes dos heveus (povo cananeu). A ordem do SENHOR era que os israelitas exterminassem os cananeus. Deus não queria que os hebreus fizessem aliança com um povo promiscuo, idólatra e perverso (Dt 7.1-5).

Os gibeonitas usaram de estratagema e enganaram a Josué e todo o povo de Israel fazendo aliança com os hebreus. Tal fato ocorreu porque Josué não consultou ao SENHOR e com isso, os israelitas foram obrigados a não exterminar os gibeonistas (Js 9.14). Posteriormente, o ato insensato de Saul de quebrar a promessa e massacrar os gibeonitas, trouxe três anos de seca a Israel. No afã de resolver o problema, Davi também não consultou ao SENHOR, e fez um triste acordo com os gibeonistas. O acordo foi que sete descendentes de Saul fossem enforcados, entre eles os filhos de Rispa. Mas o que uma mãe de luto poderia fazer por seus filhos já mortos? A dramática história de Rispa nos ensina que é possível fazer algo, a principal delas, preservar a memória dos filhos.

Rispa foi uma mãe que não desistiu de seus filhos. Rispa era concumbina de Saul, tinha responsabilidades dentro de lar, mas também direitos. Ela deixa todas as suas obrigações para fazer uma vigília por seus filhos Armoni e Mefibosete. II Sm 21.10 diz que ela “tomou um pano de saco, e o estendeu para si sobre a penha, desde o princípio da ceifa, até que sobre eles caiu chuva do céu…”. Rispa nos ensina que as coisas mais urgentes não devem tomar lugar das coisas mais importantes. Ela vai até o monte onde estavam seus filhos enforcados e fica lá desde o princípio da ceifa (aproximadamente abril) até cair chuva do céu (aproximadamente outubro). Aquela mãe em luto, desejava um sepultamento digno a seus filhos. Seus filhos eram inocentes, não cometeram o pecado da desobediência para servirem de alimento para as aves e animais do pasto (Dt 28.26).

Ela possivelmente foi taxada como maluca e inconsequente. Foi alvo de críticas e zombarias. Porém, Rispa tem dignidade, ela não se preocupa com sua reputação. Reputação é aquilo que os outros pensam de nós, dignidade é aquilo que somos mesmo quando ninguém está nos vendo. Ela coloca sua reputação em jogo para ter um sepultamento digno para seus filhos. A perseverança, coragem e dedicação de Rispa chamam a atenção de Davi. E, finalmente, os filhos de Rispa tiveram um enterro digno (II Sm 21.13). É claro que o maior desejo de Rispa era ter seus filhos vivos, mas ela lutou para preservar a memória de seus filhos e Deus a honrou.

Meu desejo é que vocês mães que leem este texto, lutem bravamente por seus filhos. Não permitam que os inimigos (predadores cheguem perto deles) e que lutem para preservar a memória deles. Que seus filhos sejam conhecidos como servos de Deus, que honrem e amem ao SENHOR com todas as forças. Se você mãe tem um filho (a) desviado (a), usuário (a) de drogas ou álcool, rebelde, desobediente, inconsequente, tire um tempo para interceder por seu filho (os) como fez Rispa. Dobre seus joelhos e creia que Deus pode fazer um grande milagre na vida de seu filho (a).

Creia que Deus está atento ao seu clamor. A você mãe, meus parabéns por este dia tão especial.