Sardes, viva, porém morta

Publicado em: 14 de agosto de 2021

Categorias: Estudos de Quinta Feira

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Texto Base: Apocalipse 3.1-6

Os filmes de zumbis são muito populares. Desde o primeiro filme chamado “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968) ao revolucionário clipe musical de “Thriller” (1983) de Michael Jackson, até a série “Walking Dead” (2010 até o momento), os filmes de zumbis permeiam o imaginário popular. Aliás, o clipe de “Thriller” é considerado até hoje o maior da história da música. Quem nunca tentou imitar os passos dançantes de Michael Jackson? Programas de TV da década de 80 imitavam as coreografias do clipe “Thriller”. Uma verdadeira febre!

Quando olhamos para a igreja de Sardes, no Apocalipse, ela se parece muito com uma igreja morta-viva, uma igreja zumbi. Jesus conhecia as obras daquela igreja, ela tinha nome de que vive, mas estava morta (3.3). A cidade de Sardes foi capital da Lídia no século VII a.C.  Era situada numa colina, com altas muralhas. De tão íngreme a colina, ela não podia ser escalada. Esta sensação de proteção e invulnerabilidade encheu o coração dos habitantes de Sardes. Pensavam eles que Sardes nunca seria invadida. É fato que quando confiamos em nossas forças e não em Deus, ficamos vulneráveis.

Conta a história que Ciro, rei da Persa, cercou a cidade por cerca de 15 dias e aproveitou que os soldados de Sardes dormiam, invadindo a cidade por um buraco na muralha, o único local vulnerável. Posteriormente, a cidade foi dominada por Antíoco Epifânio, rei da Síria, no ano 218.  A falta de vigilância de seus soldados mostra a razão de Jesus dizer à igreja de Sardes: “Sê vigilante” (3.2). O grande problema da igreja de Sardes é que ela estava morrendo. Suas obras não eram íntegras diante de Deus (3.3).

Havia crentes que caíram no comodismo , confiavam em si mesmos, e se contaminaram com a práticas pagãs.  Jesus conclama os crentes de Sardes a se arrependerem, se não viria como um ladrão da noite (3.3). O ladrão chega repentinamente e não dá aviso. Esta figura se aplica à segunda vinda de Cristo. Jesus voltará um dia sem avisar (Mt 24.36; Lc 12.40; I Ts 5.2-3; II Pe 3.10). Jesus afirma que poucos na igreja não mancharam o testemunho cristão pela contaminação com o ambiente pagão (3.4).

Há uma promessa àqueles que são fieis a Deus. O vencedor de modo algum teria seu nome apagado do livro da vida (3.5). Segundo Russel P. Sheed, este simbolismo foi tirado do conceito do registro divino do povo de Deus (cf. Êx 32.32) e o registro dos cidadãos do Império Romano (nomes estes que não poderiam ser apagados). Sabemos que uma igreja mundana está à beira da morte. Ela perde sua vitalidade espiritual, seu vigor e não precisa ser molestada por satanás porque já está fazendo a vontade dele.

Que Deus ajude a igreja de hoje a conservar a vitalidade espiritual, ser dependente de Deus e não se deliciar com os banquetes do mundo. Diz a Palavra de Deus que aquele que confessar a Jesus diante dos homens, terá seu nome confessado diante do Pai e de Seus anjos, mas aquele que negar a Jesus, terá seu nome negado diante do Pai (Ap 3.5; Mt 10.32-33; Lc 12.8-9).