Liberdade e Escravidão da Vontade

Publicado em: 29 de julho de 2020

Categorias: Destaques, Estudos de Quinta Feira

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“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” 

Jeremias 17.9

A compreensão apropriada da liberdade da vontade, na condição humana decaída, é auxiliada pela distinção entre livre ação e livre arbítrio. Livre ação é uma característica da humanidade como tal. Todos os seres humanos são agentes livres no sentido de que eles podem tomar suas próprias decisões a respeito daquilo que querem fazer, escolhendo como lhes agrada, à luz de sua própria consciência, inclinações e pensamentos. São responsáveis perante Deus e perante o resto da humanidade pelas escolhas que fazem.

Adão era um agente livre antes da queda e depois também, pois continuou a ter desejos e pensamentos, que punha em ação por meio de sua vontade. Do mesmo modo, agora, também, somos agentes livres. Continuaremos a ser assim depois da ressurreição. Os santos glorificados exercem sua vontade, porém são confirmados na graça, a fim de que não pequem. As escolhas deles são produto de sua livre ação, escolhas feitas de acordo com a sua natureza, porém, agora, essas escolhas são boas e certas.

A transformação do coração deles está completa, e eles desejam praticar só o que é reto. Livre arbítrio foi definido por mestres cristãos do século II e de séculos posteriores como a capacidade de escolher nenhuma das opções morais oferecidas em dada situação. Agostinho ensinou que essa capacidade se perdeu na queda. Essa perda é parte do peso do pecado. Depois da queda, nosso coração natural não está mais inclinado para Deus; ele está escravizado sob o jugo do pecado e não pode livrar-se dessa escravidão a não ser pela graça da regeneração. Esse modo de entender a escravidão da vontade é ensinado por Paulo em Rm 6.16-23.

Somente a vontade que foi libertada é capaz de escolher a justiça livremente e de coração. O amor permanente para com a justiça, isto é, a inclinação do coração para o modo de viver que agrada a Deus, é um aspecto da liberdade que Cristo assegura (Jo 8.34-36; GI 5.1,13).

Extraído da Bíblia de Genebra