Um estudo sobre o Pecado

Publicado em: 27 de dezembro de 2018

Categorias: Estudos de Quinta Feira

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A FIDELIDADE do primeiro homem manteria a humanidade no pacto. Sua infidelidade fê-la cair. Os efeitos da queda atingiram o centro da criação, sua obra prima, afetando toda ordem criada: “Maldita é a terra por tua causa;em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos” (Gn 3.17b,18a). Para as Escrituras, todos os sofrimentos, físicos, morais e espirituais, são consequências do pecado. A esperança é que um dia, livre do pecado, o homem se liberte de todos os males: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe”. “E lhes enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras tirá,já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21.1 e Ap 21.4).

UNIVERSALIDADE DO PECADO

A humanidade inteira representava-se em Adão e Eva. Eles quebraram o pacto com Deus. Toda a humanidade, pois, errou neles, com eles prevaricou contra o Criador; pecou, sofrendo as sanções da lei pactual: Perdição e morte. O que o salmista disse é o que Caim poderia ter dito: “Em pecado me concebeu minha mãe”. A universalidade do pecado é afirmada nos escritos sagrados (Rm 3.23; 3.10,12,18;1Jo 5.19). Não há um justo sequer. Por um homem entrou o pecado no mundo,argumenta Paulo, atingindo a totalidade absoluta dos seres humanos. Por um homem veio a salvação, não para todos, mas para os eleitos em Cristo Jesus (ver Rm 5.12-19). A Bíblia nos ensina a doutrina da eleição; a experiência comprova-a. As pessoas dividem-se em “filhos de Deus” e “filhos do diabo” (Jo 8.44); os da luz e os das trevas; os salvos e os perdidos; os justos e os injustos; os bons e os maus. Como partícipes da humanidade, os salvos trazem o pecado original e estão sujeitos a pecados atuais, mas justificados por Cristo pela Graça, que gera no crente a tremenda consciência de culpa pelo pecado e uma lutas em tréguas contra o mal, em sua mente e em seus instintos.

PECADO PERVERSÃO DA VONTADE

O homem é imperfeito porque nele reside o pecado. O eleito, porém, esforça-se na prática da justiça, da retidão moral, da santificação. Perfeição, contudo, somente em Deus. Ao redimido compete a batalha contra o mal, o esforço na operosidade do bem (1 Pe 3.10-12;Rm 12.17,21). A presença do pecado no coração do homem fragiliza-lhe a vontade,mesmo sendo regenerado. Paulo, escreve: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro,e, sim, o que detesto. Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isso já não sou eu, mas o pecado que habita em mim.Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum: pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se faço o que não quero, já não sou eu quem faz, e, sim, o pecado que habita em mim” (Rm 7.15-20).

PECADO FORÇA ALIENANTE

O pecado nos afasta de Deus, deprava-nos, aliena-nos, causa o rompimento definitivo da aliança, separa o filho de seu Pai celeste. Unicamente Cristo pode reconciliar-nos com o Criador. Ele faz isso, mas não nos retira do mundo; deixa-nos no campo de guerra contra o mal em nós e na sociedade; permite que sejamos tentados até os limites de nossas forças.
O pecado coloca uma barreira entre nós e o nosso Deus ( Is 59.2 ), mas Cristo nos reconcilia ( 2 Co 5.17-19; Rm 5.10,11 ) e nos insere no mundo como testemunhas da reconciliação ( Jo 17.15 ).

Estudo de Onezio Figueiredo

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