Igreja, Sê fiel até a Morte

Publicado em: 8 de fevereiro de 2018

Categorias: Estudos de Quinta Feira

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Apocalipse 2.8-11

8 — Ao anjo da igreja em Esmirna escreva: “Estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver.

9 Conheço a tribulação pela qual você está passando, a sua pobreza — embora você seja rico — e a blasfêmia dos que se declaram judeus e não são, sendo, isto sim, sinagoga de Satanás.

10 Não tenha medo das coisas que você vai sofrer. Eis que o diabo está para lançar alguns de vocês na prisão, para que vocês sejam postos à prova, e passem por uma tribulação de dez dias. Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida.

11 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: ‘O vencedor de modo nenhum sofrerá o dano da segunda morte.’”

A cidade era Esmirna era muito bela. Possuía cerca de 250.000 habitantes e um belíssimo monte chamado Monte Pagos. O Monte Pagos era coberto por templos e edificações suntuosas. Esmirna era conhecida por seus lindos bosques e também por ter dois destacados templos: o templo a Zeus (considerado uma das 7 maravilhas do mundo) e o templo a deusa Cibele (considerada a mãe espiritual dos romanos). Assim como Éfeso, a cidade de Esmirna também era fiel ao culto ao Imperador. Ela se van-gloriava por ter sido a primeira cidade a erguer um altar em adoração à deusa Roma (195 d.C.). Esmirna também foi escolhida como sede do culto ao Imperador Tibério (26 d.C.).

É dentro deste contexto que se encontravam os cristãos de Esmirna. A contrário dos crentes de Éfeso, que recebem elogios e repreensões de Jesus, os crentes de Esmirna recebem apenas elogios. Esmirna recebe elogios de Jesus porque não se dobrou ao culto ao imperador Romano. A ordem era que declarassem: “César é o Senhor!”. Os cristãos de Esmirna, porém, não se dobraram a tal ordem e continuaram fieis a Cristo.

O que a fidelidade a Cristo custou aos cristãos de Esmirna?

Custou a perda da vida. Cerca de 2.000 cristãos foram jogados do Monte Pagos.

Custou a perda dos bens e do conforto. Ser cristão em Esmirna significava perder segurança e conforto; significava também viver na miséria! A palavra grega usada por João para designar “pobreza” em Ap 2.9 é “ptocheia” que indica a pobreza de um mendigo, a miséria total.

Custou a perda da tranquilidade. Os judeus se reuniam em sinagogas e não davam paz aos cristãos. Eles denunciavam os cristãos por não se dobrarem ao Imperador Roma-no. Foram os judeus os responsáveis por apressarem a morte de Policarpo, bispo de Esmirna, ao levarem rapidamente mais lenha para a fogueira que queimaria Policarpo, por este se recusar a negar a Cristo. É por isso que no texto os judeus são chamados de “sinagoga de satanás” (v.9). Lembre-se que todo aquele que se opõe a Cristo e Sua obra faz a vontade do diabo.

O que os crentes de Esmirna nos ensinam?

Que Deus não olha para a aparência, mas sim para o coração das pessoas (I Sm 16.7). Uma igreja rica e abastada pode abrigar uma comunidade fria na fé; uma comunidade simples e humilde, pode abrigar uma comunidade vibrante. Este é o caso de Esmirna.

Na Europa, templos maravilhosos se transformaram em bibliotecas, restaurantes e ba-res. Tudo isto é fruto de crentes que perderam o primeiro amor e abraçaram o pecado.  Já em alguns países, onde há profunda perseguição aos cristãos, vemos o evangelho florescer no meio de crentes que não possuem sequer uma bíblia, um local fixo para adoração ou elementos para celebrar a Ceia. Daí, algumas comunidades realizarem ceias imaginárias, sem a presença do pão ou vinho.

É hora de rever o tipo de cristianismo que praticamos. Muitas igrejas no Brasil possuem bens, recursos, bíblias de várias versões e liberdade para o culto. Possuem também templos confortáveis, com belos bancos e até ar condicionado e mesmo assim vivem um cristianismo apático e sem frutos. É hora de voltarmos ao altar e colocar a boca no pó.  É hora de pedirmos a Deus que avive o nosso coração para a grande obra que Ele tem preparado para cada um de nós. Que eu e você possamos aprender com os crentes de Esmirna.