As Escrituras Sagradas

Publicado em: 18 de abril de 2019

Categorias: Estudos de Quinta Feira

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Parte 3 – A Natureza da Inspiração e a Perfeição e Suficiência da Escritura

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Existem três explicações para como foi realizado a inspiração da Bíblia por Deus, mas apenas uma pode ser aceita.

Inspiração Mecânica: Deus faz uso dos escritores como se eles fossem apenas a sua “caneta”, ou seja, tudo o que está escrito são diretamente a palavra de Deus, inclusive as palavras escolhidas e o modo de escrever. Nada tem do escritor humano na escrita. Esta explicação falha uma vez que observa-se claramente diferenças de estilo de escrita entre os livros (uma vez que foram escritos por pessoas diferentes), há observações dos autores, há fatos históricos narrados e diversos outros pontos que contradizem esta teoria.

Inspiração Dinâmica: Este é praticamente o oposto da mecânica, o escritor foi criado naturalmente inspirado e, portanto, escreve apenas por si. Seus pensamentos e aquilo que entende como correto. Desta maneira é preciso aceitar que haverá falhas na Bíblia, uma vez que a escrita foi feita por homens sem apoio direto de Deus.

Inspiração Orgânica: Deus não usou os escritores de forma mecânica, em alguns momentos ele disse diretamente o que deveria ser escrito, em outros o Espírito Santo inspirava o autor a escrever aquilo que Deus desejava, mas permitia que o autor mantivesse em seus escritos o seu estilo literário, ou seja, sua forma de escrever. Os registros de pesquisas pessoais e observações eram do homem, mas inspirados e aceitos por Deus. Esta explicação é a que melhor satisfaz o entendimento da natureza da inspiração Bíblica.

Desta forma é importante frisar: Deus inspira a mente do escritor, mas não sua forma de escrever e TODA a Bíblia foi inspirada por Deus (2 Pe 3.15-16). Não se pode separar o que é humano e o que é divino na Bíblia. Ela, como um todo, é 100% divina e 100% humana.

A PERFEIÇÃO E SUFICIÊNCIA DA ESCRITURA

Para concluir, a igreja católica afirma que a Bíblia é importante, mas não absolutamente necessária, que ela é de difícil entendimento e insuficiente, sendo necessários os pronunciamentos papais e de concílios para “completar” aquilo que falta nela. Diferentemente dos católicos, os reformados acreditam que a Bíblia é a regra de vida e conduta e o homem deve estar sujeito totalmente a ela. Acreditam, também, que é a igreja que precisa da Bíblia e não ao contrário. Nenhum outro símbolo de fé ou norma pode e será de autoridade igual ou superior a ela. Todos são derivados dela e não complementar.

Por fim, quanto a sua clareza, é evidente que em alguns pontos ela possui uma maior complexidade de entendimento e o uso de comentários Bíblicos e estudos ajudam a facilitar a compreensão, porém, aquilo que é necessário que o homem saiba para a sua salvação, acerca da graça salvadora, é bastante claro e compreensível e acessível a todos (Sl. 19.7 e 1 Jo 2.20).