Ser Igreja também fora dos portões

Publicado em: 12 de janeiro de 2020

Categorias: Destaques, Devocionais

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Gosto de uma antiga frase do rev. Caio Fábio que diz: “Se não há culto na vida, não há vida no culto”. Esta frase extraída do livro “Igreja Fora do Portão” do próprio rev. Caio Fábio, não é um mero jogo de palavras. Ela é um desafio para sermos igreja também do lado de fora. A igreja não é um clube. Não podemos viver encastelados ou fechados como se a igreja fosse uma seita. Ao olharmos para o curto ministério terreno de Jesus, veremos que Seu ministério se deu a maior parte do tempo fora dos guetos religiosos.

Jesus fez de Sua vida um culto a Deus. Ele pregou nas praças, nas praias e nas ruas. Junto a um poço, ele fez da mulher samaritana uma ardorosa missionária (Jo 4.1-42). Num cemitério, Ele trouxe libertação a um pobre homem possesso por uma legião de demônios (Mc 5.1-20). Infelizmente, 90% das atividades das igrejas são dentro dos muros religiosos. São programações realizadas para satisfazer a clientela. A igreja tem perdido a capacidade de ser sal da terra e luz do mundo.

Hebreus 13.13 afirma que o encontro com Jesus é fora dos muros. O texto diz: “Saiamos a Ele fora do arraial, levando o Seu vitupério”. Jesus deve ser proclamado nas praças, nas ruas, nas escolas, nas universidades, nas empresas. Este é o compromisso que temos. A Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte possui um interessante lema: “Para dentro, adoração; para fora, evangelização”. Gosto de um antigo cântico que diz: “Desce Deus das nuvens, leva-o à fábrica onde trabalha, tira Deus dos presépios e guarda-o dentro do seu coração”.

Este é o desafio. Lembre-se que o culto que prestamos a Deus do lado de dentro dos portões, só terá validade se a minha e a sua vida for um culto a Deus do lado de fora dos portões.