O Ministério incansável de Simonton

Publicado em: 31 de agosto de 2019

Categorias: Destaques, Devocionais

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Quando Simonton veio ao Brasil para organizar a Igreja Presbiteriana, ele encontrou apoio em algumas pessoas importantes para seu ministério. O rev. Alexander Blackford e sua esposa Elizabeth Blackford, irmã de Simonton, foram algumas delas. Outras figuras de destaques são os missionários, o pastor escocês Robert Kalley e a inglesa Sara Poulton Kalley. Ele, além de pastor e missionário era médico. Ela, além de missionária, foi uma grande compositora de hinos. Responsável pela composição de mais de 200 hinos, o hinário presbiteriano contém alguns lindos hinos de Sara Kalley.

Os hinos 03 (A Igreja em adoração) e 19 (Rei sublime) são alguns deles. Este valoroso casal foi responsável por implantar a Igreja Congregacional no Brasil e ajudar a Simonton durante sua chegada ao Rio de Janeiro. O ministério de Simonton no Brasil foi curto, mas muito produtivo. O incansável missionário norte-americano foi responsável por vários trabalhos, entre os quais destacamos:

1) A organização da primeira Escola Bíblica Dominical em 22/04/1860, onde ele usava os catecismos maior e menor, a Bíblia e o livro “O peregrino” de John Bunyan;

2) A organização da Primeira Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (12/01/1862);

3) A criação do Jornal “A imprensa Evangélica” (1864);

4) Organização do primeiro presbitério chamado “presbitério do Rio de Janeiro” em 16/12/1865;

5) Seminário Primitivo (1867).

A história de Simonton me lembra a história de um outro homem de Deus, seu nome John Wesley. Este missionário inglês, responsável pela fundação da Igreja Metodista dizia que o mundo era sua paróquia. Incansável, ele foi conhecido como “o cavaleiro de Deus”. Ele percorreu mais de 400.000 km em sua vida num lombo de cavalo para evangelizar. Pregou em sua vida mais de 40.000 sermões. Na velhice acordava pela madrugada e dirigia três cultos ao dia. Hoje, diferentemente de nossos antepassados, vemos a igreja decrescer. Falta-nos o amor e paixão destes grandes homens de Deus.

O pecado parece não mais incomodar, somos capazes de ficar horas a fio assistindo a série preferida, mas incapazes de orar por cinco minutos. Somos capazes de viajar quilômetros para a cidade dos sonhos, mas incapazes de falar de atravessar a rua e falar de Jesus para alguém. Li uma frase que diz que todo o coração com Cristo é um missionário e todo o coração sem Cristo se torna um campo missionário. Na EBD as crianças cantavam uma canção que afirmava que Deus não quer preguiçoso em Sua obra.

Deixemos a preguiça de lado e busquemos a mesma paixão pelas almas perdidas que tiveram Simonton e tantos outros homens e mulheres de Deus. 

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