Longanimidade, o Fruto da Paciência

Publicado em: 25 de setembro de 2019

Categorias: Destaques, Devocionais

Visualizações: 50

Tags: ,

A carta aos Gálatas foi escrita pelo apóstolo Paulo entre os anos 48-50 d.C.. Ele escreveu a carta durante o retorno de sua primeira viagem missionária, provavelmente na cidade de Antioquia. A igreja aos gálatas vivia alguns problemas, entre eles, mestres cristãos judaizantes que tentavam colocar a igreja contra o apóstolo Paulo. Estes mestres também tentavam convencer os gálatas a obedecer os ritos da lei e a praticar a circuncisão para obterem a salvação, contrariando a mensagem da salvação pela graça de Deus. Por outro lado, havia os cristãos que barateavam a graça de Deus. Em suma havia um conflito entre libertinos e legalistas que provocava divisões na igreja (Gl 5.13-15).

Daí, o apóstolo falar a respeito do fruto da carne e o fruto do Espírito Santo que são opostos entre si (Gl 5.16-24). Destaco neste texto o fruto da longanimidade, conhecido como o fruto da paciência. A palavra longanimidade vem da palavra grega “makrothymia” que significa literalmente “longura de espírito”, “vagoroso em irar-se.” Em suma, o longânimo é conhecido como “pavio longo”. Longanimidade significa basicamente suportar pacientemente o mal ou a provocação, tendo a esperança na melhora do relacionamento perturbado. Paulo pede que os cristãos da galácia fossem longânimos uns com outros, devido aos conflitos que afligiam a comunidade.

Mas como exercer a longanimidade? Podemos exercer a longanimidade amando os inimigos (Mt 5.43). Os judeus eram ensinados a amar ao próximo e odiar o inimigo. Jesus vai na contramão deste ensino e pede que amemos os inimigos e oremos pelos que nos perseguem. Amar o inimigo não significa necessariamente conviver com ele ou ter relações de afeto e empatia. Não significa necessariamente ter que abraçá-lo. Amar o inimigo significa orar por ele (Mt 5.44); fazer o bem a ele quando houver oportunidades (Mt 5.42); abençoá-lo quando amaldiçoado por ele e oferecer a outra face. Por oferecer a outra face deve-se entende como não usar da violência para revidar os maus tratos.

A atitude de amar ao próximo é a demonstração da paciência em confiar no Senhor. Amando os inimigos duas coisas acontecem: 1) Glorificamos o nome de Deus com nossas boas obras (Mt 5.16); 2) Somos curados. Perdoar e retribuir o mal com o bem é terapêutico. Faz bem para a alma e nos ajudam a cultivarmos relacionamentos melhores e um coração mais misericordioso.