Bem-aventurados os misericordiosos

Publicado em: 2 de dezembro de 2019

Categorias: Destaques, Devocionais

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Ter misericórdia é diferente de sentir dó ou pena de alguém. A dó ou pena de alguém nem sempre me leva a ação. Posso ter dó de um morador de rua, de um menino que dorme nas praças ou de um idoso rejeitado pelos familiares e ponto. Não há ação, não há compaixão, não há a iniciativa de se fazer algo para amenizar a dor dos casos citados. Já, a misericórdia me leva à ação em benefício de alguém. Quem é misericordioso tem a capacidade de sentir as dores de outrem, suas necessidades e suas angústias.

A parábola do bom samaritano é uma boa ilustração do que é ser uma pessoa misericordiosa. Enquanto os religiosos passam de largo por um homem surrado por salteadores, um samaritano se compadece do pobre homem e o ajuda prestando socorro (Lc 10.25-37). Esta parábola nos ensina que religiosidade nem sempre é sinônimo de misericórdia. Esta parábola nos mostra que a fé sem obras é morta (Tg 2.26). A misericórdia deve ser praticada nas mais diversas áreas da vida. Devemos exercer misericórdia para com aqueles que vacilaram na fé, oferecendo oportunidade de perdão e restauração (Gl 6.1). A misericórdia pode ser exercida quando evitamos calúnias e difamações contra o próximo (Pv 22.1; Êx 23.1). A misericórdia também pode ser exercida quando falamos do evangelho aos perdidos (Is 52.7; Jd vv.22-23).

Por fim, podemos exercer misericórdia quando socorremos os necessitados (Is 58.10). Sei que nem sempre é fácil o exercício da misericórdia, pois às vezes somos recompensados com ingratidão. Mas lembre-se que nossa recompensa vem do SENHOR (Hb 6.10; Ap 14.13). É claro que há muitas outras formas de exercer misericórdia. Você já escolheu a sua?