Antes de Partir

Publicado em: 18 de abril de 2020

Categorias: Destaques, Devocionais

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Leia o texto de II Timóteo 4.9-18

A segunda carta a Timóteo é uma das cartas mais emocionantes da Bíblia. Escrita por volta do ano 64 d.C., ela retrata o final da vida do apóstolo Paulo. Paulo escreveu esta carta na sua segunda prisão em Roma (Prisão Marmetina). Esta prisão era um buraco úmido, frio e impróprio para ser habitado.  Paulo sabia que o tempo de sua partida já era chegado (II Tm 4.6). Em idade avançada (Fm v.9), o velho apóstolo demonstra grande preocupação com o avanço do evangelho.

Paulo não estava preocupado com sua vida, mas sim em manter acessa a chama da fé dos discípulos de Jesus em meio às dificuldades vividas durante o Império Romano. Não foram poucos aqueles que abandonaram a fé em Jesus naquele período. Antes de partir, Paulo convoca seu filho na fé, o jovem Timóteo, para trazer orientações a respeito da caminhada cristã. Paulo desejava passar o bastão ministerial para Timóteo, e era preciso mostrar ao jovem pastor quais as dificuldades enfrentadas por aqueles que querem andar fielmente com Cristo.

Primeiro vemos que Paulo comenta que em sua jornada cristã, ele enfrentou o abandono (II Tm 4.9-11). Paulo diz a Timóteo: “Procura vir ter comigo depressa” (II Timóteo 4.9). Quando Paulo estava em posição de destaque ministerial era bajulado e acompanhado por muitos, porém, quando preso foi abandonado. Ele afirma que somente Lucas, o médico amado, estava com ele (II Tm 4.11). Paulo destaca na passagem a pessoa de Demas, que por ter amado os banquetes do mundo, não suportou andar com Cristo (II Tm 4.10).

Na caminhada ministerial, Paulo também enfrentou perseguições.  Ele fala de Alexandre, o latoeiro, que causou ao apóstolo muitos males (II Tm 4.14). Possivelmente, Alexandre, o latoeiro, foi um informante que em troca de favores, delatou o apóstolo Paulo às autoridades romanas. Paulo também enfrentou a traição dos amigos. Na sua primeira defesa, diz o apóstolo que ninguém foi a seu favor (II Tm 4.16). Antes de partir, Paulo demonstra uma fé e ternura impressionantes. Quanto a Alexandre, o latoeiro, ele o coloca nas mãos de Deus (“…o Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras – 4.16). À semelhança de Estevão (At 7.60) e Jesus (Mt 23.34), ele pede que Deus perdoasse seus traidores (“Que isto não lhes seja posto em conta – II Tm 4.16).

Antes de partir, o incansável apóstolo também tomou a atitude de perdoar a João Marcos (Marcos, o autor do evangelho) que havia abandonado a equipe durante a primeira viagem missionária (At 13.13; 15.36-41). Como Paulo pode suportar tantas provas? Como pode terminar sua vida com o coração cheio de ternura? A resposta está em II Tm 4.17, onde se lê: “Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida.”

Você que lê este texto tem enfrentado a dor do abandono? Tem enfrentado a dor da traição? Seu coração está cheio de mágoas? Foi abandonado pelo cônjuge? Foi abandonado pelos filhos? Está triste porque aqueles que deveriam estar ao lado de você, o deixaram só? Busque forças e renovação no Senhor. Somente Ele pode curar a alma cansada e derramar paz em tempos difíceis. Creia que você não está só (Sl 27.10; Is 49.15).