Pérgamo: Uma Igreja Casada com o Mundo

Publicado em: 22 de fevereiro de 2018

Categorias: Destaques, Estudos de Quinta Feira

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Apocalipse 2.14

Tenho, porém, contra você algumas coisas: estão aí em seu meio os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para que comessem coisas sacrificadas aos ídolos e praticassem a prostituição.

O casamento é uma obra de Deus. Ele foi criado para a felicidade e satisfação tanto do homem quanto da mulher. Para que um casamento permaneça firme é necessário que haja amor, perdão, criatividade, doação e investimento. Jesus se preocupa tanto com o casamento que o Seu primeiro milagre se deu numa festa de casamento (João 2.1-11). O casamento é tão importante que serve também de analogia para o relacionamento entre Cristo (o Noivo) e a igreja (a noiva) – ver Efésios 5.22-33. O casamento exige também fidelidade. A infidelidade mina o relacionamento conjugal trazendo dores, feridas e mágoas. Assim, como no casamento deve existir fidelidade, assim também a fidelidade deve existir na relação entre a igreja e Cristo.

Uma igreja infiel a Cristo faz a vontade de satanás. Há uma frase que ilustra bem isso que diz: “é impossível ser noiva de Cristo e ter um caso com o diabo.” Infelizmente, a igreja de Pérgamo estava tendo um caso com o diabo. O nome Pérgamo significa “casada” e a igreja de Pérgamo estava sendo infiel a Cristo. Jesus têm elogios e críticas a fazer à igreja de Pérgamo. Vejamos o que podemos aprender sobre esta igreja?

Em Pérgamo havia pessoas que se conservaram fieis a Cristo (vv.12-13).

A cidade de Pérgamo era famosa por sua biblioteca, havia nela cerca de 200.000 pergaminhos. Os pergaminhos eram feitos de pele de animal e substituíram o papiro proveniente do Egito. Em Pérgamo havia também o trono de Satanás (v.13). Os defensores do movimento da batalha espiritual afirmam que em Pérgamo havia um local específico de culto ao diabo. Na realidade o que o texto quer nos mostrar é a corrupção espiritual de Pérgamo. O trono de satanás é um simbolismo para identificar a idolatria, a negação da adoração a Jesus e adoração a outros deuses.

Em Pérgamo havia a adoração a Zeus que quer dizer “o salvador”. Todos os dias a fumaça do sacrifício a Zeus era levantada no templo dedicado a ele. Em Pérgamo também havia a adoração ao deus Esculápio, considerado o deus serpente da cura. Havia cerca de 200 santuários em Pérgamo onde sacerdotes-médicos faziam seus rituais. Muitas curas eram atribuídas a Esculápio. Em Pérgamo também foi erigido um altar em homenagem ao imperador romano (29 d.C.). Uma vez por ano, os moradores de Pérgamo deveriam ir ao templo oferecer incenso ao imperador. Por se negar a prestar culto ao imperador romano, Antipas foi martirizado. Ele é chamado por Jesus de fiel testemunha (v.13).

Em Pérgamo havia pessoas que negociavam a verdade de Cristo (v.14).

Muitos cristãos, temendo perder a vida e o segurança, seguiam a doutrina de Balaão. Este profeta pagão e mercenário é citado na Bíblia em Números 22,23 e 24. or ordem de Balaque, rei dos moabitas, ele tentou amaldiçoar três vezes a Israel, porém não conseguiu. O método então usado por Balaão foi envolver o povo de Israel com mulheres pagãs (Números 31.6-18), o que gerou a ira de Deus. O SENHOR mandou uma praga que consumiu 24.000 israelitas (Números 25.9). No que consistia a “doutrina de Balaão” no Apocalipse? Consistia nas ciladas armadas pelos romanos para fazerem os cristãos vacilarem na fé, trocando a fidelidade a Cristo, pela fidelidade ao imperador numa adoração que envolvia a ali-mentação com comidas sacrificadas aos ídolos e também de orgias sexuais dedicadas ao impera-dor romano. Infelizmente, muitos cristãos em Pérgamo caíram em tais tentações.

Em Pérgamo havia pessoas sem firmeza doutrinária (v.15)

Éfeso é elogiada por Jesus por ter firmeza doutrinária, pois os cristãos de Éfeso não toleravam a doutrina os falsos apóstolos (2.2) nem os nicolaítas (2.6). Já os crentes de Pérgamo são repreendidos porque toleravam a doutrina dos nicolaítas (2.15). Para os nicolaítas não havia nenhum problema em ser cristão e ser mundano. O culto dos nicolaítas envolvia muita promis-cuidade. Jesus dá uma chance aos cristãos infiéis de Pérgamo – a ordem é “Arrepende-te!”(v.16).

É preciso lembrar que uma vida dupla não agrada a Deus. O pecado mina a vida espiritual (Salmo 42.7), nos separa de Deus (Isaías 59.2) e não traz prosperidade (Provérbios 28.13). É hora de abandonar o pecado que tenazmente assedia a você (Hebreus 12.1-3), que amarra você ao inimigo e desfrutar de uma vida limpa, reta e abundante diante de Deus. Você verá que vale a pena!