Os Estados de Humilhação de Cristo

Publicado em: 30 de novembro de 2019

Categorias: Destaques, Estudos de Quinta Feira

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Jesus Cristo é Deus, verbo pelo qual tudo foi feito e sem ele nada poderia ter sido feito (Jo 1.1-3). Este ser majestoso, maravilhoso e onipotente despojou-se de sua majestade como divindade e Senhor do universo para se fazer humano e se sujeitar à lei e às maldições inerentes a ela para nos salvar (Fp 2.5-7).  E por este grandioso ato de amor Ele se sujeitou a diversas humilhações, veja:

ENCARNAÇÃO

Em sua natureza essencial, Cristo é o mesmo antes e depois de se fazer carne. Quando dizemos que Cristo encarnou queremos dizer apenas que além de sua natureza divina ele assumiu uma natureza humana completa (Rm 8.3).

Cristo derivou sua natureza humana de Maria, ele foi gerado no ventre dela por meio do Espírito Santo, mas ele tem a “carne” de Maria e isso o faz parte dos humanos. Além de operar a concepção virginal de Cristo em Maria, O Espírito Santo santificou essa natureza humana desde sua existência separando-o do pecado.

SOFRIMENTOS

Cristo sofreu toda a sua vida humana. Foi uma vida de Servo do Senhor, viveu sem pecado num mundo pecaminoso, sofreu muitos ataques de Satanás e do seu próprio povo incrédulo. Foi perseguido, sofreu ódio, sua solidão deve ter sido opressiva, seu senso de responsabilidade esmagador. Com sua natureza ética, sua paixão pela verdade, justiça e santidade, Ele tinha muitos outros motivos para sofrer, muitos a mais do que nós.

MORTE

Quando falamos da Morte de Cristo, falamos da sua morte física. Não foi morto por acidente ou assassinado, ele foi morto por meio de uma sentença judicial do império romano, o maior da época. Morreu crucificado, não decapitado ou apedrejado. Isso foi importante pois só os mais vis criminosos recebiam esta pena, somente a escória da humanidade morria dessa forma. Esta morte maldita satisfez as mais altas exigências da lei (Dt 21.23; Gl 3.13).

SEPULTAMENTO

A volta do homem ao pó da terra é parte do castigo do pecado (Gn 3.19). Cristo, mesmo não tendo pecado e merecido a morte, morreu para que nós tivéssemos vida (2 Co 5.15).

DESCIDA AO HADES

Para os reformados o sentido desta frase é simbólico, expressando que Cristo sofreu as agonias do inferno na Cruz e entrou no mais alto estado de humilhação com sua morte. Existem denominações que acreditam que Cristo foi para o inferno e ali pregou para os condenados. Isso está claramente contrário às escrituras. Um exemplo claro disso é que se ao homem está destinado morrer apenas uma vez e depois vir o juízo (Hb 9.27) e não é possível ao homem mudar seu estado após a morte (Lc 16.19-31) qual a finalidade de Cristo ter pregado no inferno?