Como o texto bíblico se manteve preservado

Publicado em: 23 de novembro de 2017

Categorias: Destaques, Estudos de Quinta Feira

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O livro mais vendido do mundo é a Bíblia Sagrada, que conta com mais de 3,9 bilhões de cópias vendidas. Atualmente a Bíblia existem mais de 2.000 traduções e em cada pais existe uma Sociedade Bíblica, que tem por objetivo garantir que as traduções sejam feitas, como dizem popularmente, “Ao pé da Letra”. Por exemplo, no Brasil, embora, por vezes, se tenha a impressão de que se fala apenas o português, isto não corresponde com a verdade. Aqui são faladas, além do português, mais umas duzentas línguas: 180 línguas indígenas ou autóctones e umas 20 línguas de imigração. E existe, ainda, a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Pouco mais de 40 línguas possuem traduções da Bíblia, de acordo com a Sociedade Bíblica do Brasil, o que tem sido um verdadeiro desafio para a entidade.

Mas como este texto bíblico que hoje encontramos em muitos idiomas se formou? É bem verdade que os documentos originais da Bíblia, chamados de autógrafos, não foram preservados. Tudo que se tem são cópias, antigas, com certeza, mas não os autógrafos. No entanto, numa comparação com outros textos do Mundo Antigo, a Bíblia é um livro bem preservado, em grande número de cópias antigas. Isto se aplica de modo especial ao Novo Testamento, e também ao Antigo Testamento, especialmente a partir da descoberta dos rolos do mar Morto.

Como, no caso do texto do Antigo Testamento, não se dispõe de um número expressivo de manuscritos mais antigos em hebraico, os eruditos e tradutores levam em conta o testemunho das “versões antigas”, principalmente o Targum aramaico, a tradução grega da Septuaginta e a Vulgata latina. Estas traduções foram feitas a partir de um original hebraico muito antigo. Em muitas edições da Bíblia, afirma-se que a tradução do texto do Novo Testamento segue os “melhores e mais antigos manuscritos”. Esta expressão só se tornou possível a partir da descoberta de muitos manuscritos antigos, nos últimos 200 anos. Entre esses estão os Códices Sinaítico, Vaticano, Alexandrino e Ephraemi Rescriptus, e também muitos papiros.

Um manuscrito mais antigo não é necessariamente melhor do que um manuscrito copiado em época mais recente, mas tem maiores chances de conter menos erros de cópia. Por isso, as edições do Novo Testamento Grego chamadas de “críticas” têm a preferência das Sociedades Bíblicas, em relação do assim chamado “texto recebido”, pois refletem o texto como se encontra nos mais antigos manuscritos.