Babel: Rebeldia e Confusão

Publicado em: 30 de janeiro de 2020

Categorias: Destaques, Estudos de Quinta Feira

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Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra.

Gênesis 11:4

A terra tinha sido destruída em decorrência da maldade do homem e Deus deu um novo recomeço a humanidade. Agora, aproximadamente 100 anos após o dilúvio, um curto período, o homem mais uma vez começa a desafiar a Deus. A primeira pergunta a se fazer é:

Qual o problema de eles edificarem um local de moradia e uma torre?

Hoje as pessoas não constroem locais de habitação?

Por que a atitude deles estava errada?

Pode-se responder a essa questão analisando os possíveis motivos que os levaram a este empreendimento:

1) A torre almejava tocar os céus (Gn 11.4) e isso evidencia uma afronta a Deus. Eles desejavam ser como o Altíssimo ou pelo menos se aproximar Dele.

2) Desejavam criar um nome para si, se tornarem célebres. Queriam deixar uma marca para a posteridade de forma que outros lembrassem deles e que falassem das suas grandes realizações.

3) Eles queriam construir a cidade e a torre para impedir que eles fossem espalhados pela terra e esta ação é uma clara afronta ao mandamento de Deus de ir e encher a Terra (Gn 9.1). Era uma determinação de Deus que o povo se espalhasse e repovoasse toda a Terra e eles não queriam isso, queriam se manter juntos, unidos naquele local.

Claro que quem tenta competir com Deus não tem outro caminho a não ser a derrota e humilhação. Queriam ser famosos, mas não há nenhum registro histórico que contenha os nomes dessas pessoas, nenhum nome se manteve. Queriam perpetuar os seus nomes e hoje não passam de anônimos.

A Bíblia relata que Deus desceu para ver a cidade (Gn 11.5), não que Deus precisasse vir fisicamente de onde estivesse para conseguir ver o que estava acontecendo, Deus está em todos os lugares pois Ele é onipresente (Jr 23.24), esta é uma fala com aspectos antropomórficos (que atribui características humanas a quem/o que não é humano) para demonstrar que Deus avalia a situação antes de julgar.

Gênesis afirma que até este momento o povo tinha apenas uma só língua (Gn 11.1), não se sabe se antes do dilúvio haviam outras línguas, se havia, somente a de Noé foi preservada, o que se observa é que este único falar colaborou para o crescimento da maldade. Então, Deus vem e confunde a fala deles (Gn 11.7) e com cada um falando uma língua diferente não havia mais coesão entre eles e o projeto caiu por terra. Queriam se manter unidos e foram dispersados. Queriam subir até os céus e saíram rastejando de vergonha.

Ninguém consegue frustrar os planos de Deus e, aquele local, que seria para a grande “honra” humana se tornou palco de humilhação e fracasso. Passou-se a chamar Babel que para os Babilônios significa “portão de Deus”, mas no hebraico significa “confundir” e até aqui temos o sobrepujar de Deus.

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