As Qualificações Morais e Espirituais do Presbítero

Publicado em: 25 de julho de 2019

Categorias: Destaques, Estudos de Quinta Feira

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A grande responsabilidade dos presbíteros exige que só sejam investidos neste ofício  pessoas devidamente qualificadas. As qualificações do candidato ao presbiterato e evidenciam a sua vocação para servir ao Senhor neste ofício. Por isto, espera-se que o candidato tenha pelo menos o mínimo dessas qualidades, porque a total ausência dos atributos exigidos daquele que “aspira ao episcopado”  a indica que tal candidato não foi chamado para este ministério. O apóstolo Paulo, em duas epístolas, registra a relação das qualidades requeridas daqueles que almejam esta excelente obra. Em I Timóteo ele escreve:

É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito  (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo (I Timóteo 3.2-7).

Em Tito ele apresenta estas mesmas qualificações e acrescenta outras:

Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância; antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si, ​apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem (Tito 1.7-9).

As qualificações espirituais são mais importantes para o exercício do presbiterato. Destaquemos as qualificações espirituais.

  1. PIEDOSO – o presbítero corre o risco de apontar um caminho com suas palavras e seguir outro bem diferente da vida pessoal.  Não deve existir separação entre o coração, o caráter e a vida de um homem que é chamado para proclamar a Palavra de Deus e o conteúdo da mensagem que proclama.
  1. TENHA DOMÍNIO SOBRE SI (Tito 1.8) – o domínio próprio é um fruto do Espírito (Gl 5.23).  Isto significa que nenhum crente pode produzir o domínio de si, mas o Espírito Santo é que produz no crente este atributo. Portanto, o presbítero precisa buscar com zelo a plenitude do Espírito Santo, pois só assim terá êxito no aperfeiçoamento e seu caráter, e alcançará o domínio próprio.

Continua

Extraído: NASCIMENTO, Adão Carlos. Paz nas Estrelas. Santa Bárbara D’ Oeste, SP: Z3 editora e livraria, 2013, pp. 47-49.