Apocalipse: Esperança de um povo que Luta

Publicado em: 1 de fevereiro de 2018

Categorias: Destaques, Estudos de Quinta Feira

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Apocalipse 17.14

Lutarão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; serão vencedores também os chamados, eleitos e fiéis que estão com o Cordeiro.

Um dos livros mais polêmicos e menos lidos da Bíblia é o Apocalipse. Isto se deve à visão que as pessoas têm dele. Alguns vêm no livro do Apocalipse apenas uma literatura que trata de perseguições e sofrimentos. Outros se assustam com as figuras apresentadas por ele, tais como: o dragão, a besta, o número 666, etc. O fato é que o livro do Apocalipse, apesar de seus mistérios, tem como função trazer conforto e esperança à igreja perseguida e sofredora não apenas do primeiro século, mas também às igrejas de toda a história.

O Apocalipse faz parte da literatura apocalíptica, um gênero literário que floresceu entre os judeus entre o ano 200 a.C. e 100 d.C. O texto apocalíptico também é conhecido como “escatológico” doutrina que trata das últimas coisas ou fim dos tempos). Na Bíblia encontramos outros textos apocalípticos e são eles: Daniel 7.3-8 (cf. Apocalipse 13.1-6); Zacarias 1.8, (cf. Apocalipse 6.2 e 4); Marcos 13 (paralelos em Mateus 24 e Lucas 21).

O livro do Apocalipse foi escrito em 95 d.C., quando João estava exilado na Ilha de Patmos (1.9). O livro surgiu quando o imperador Domiciano, que governou entre 81 a 96 d.C., começou a exigir que todos os súditos dentro do império o adorassem como deus. Isso não constituiu problema para a população pagã, visto que estavam acostumados com um culto politeísta, e adorar um deus a mais não seria problema. Já para os cristãos, isto tornou-se um problema. Muitos foram perseguidos e mortos por se manterem fieis a Cristo. A linguagem figurada encontrada no livro do Apocalipse funcionava como um código de defesa dos cristãos frente à perseguição de Roma. Alguns símbolos no livro se explicam, veja Apocalipse 1.12 e 20; 12.9; 17.12; 17.15. No Apocalipse encontramos simbolismo de cores (branco, preto, vermelho, amarelo) e números (7, 1000, 144.000) e também simbolismo de lugar (ver Apocalipse 16.16, Armagedon).

A palavra “Apocalipse” do grego “Apokalupsis” significa literalmente “tirar o véu”. Ele é destinado às sete igrejas da Ásia (1.4): Éfeso, Ermirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia. Jesus se dirige a elas mostrando suas virtudes e defeitos. Éfeso, Pérgamo, Tiatira e Sardes recebem elogios e críticas de Jesus. Esmirna e Filadelfia, apenas elogios e Laodiceia, apenas críticas.

Estas sete igrejas do Apocalipse apontam também para todas as igrejas cristãs da história. Suas lutas e vitórias, alegrias e tristezas, virtudes e defeitos. É sobre as sete igrejas do Apocalipse que meditaremos a partir de hoje no culto à noite. Você é o nosso convidado a mergulhar na fascinante e por vezes perturbadora história destas sete igrejas.