A Predestinação

Publicado em: 15 de agosto de 2019

Categorias: Destaques, Estudos de Quinta Feira

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Parte 1

Falaremos hoje de um assunto que é polêmico e pouco aceito fora do meio reformado: A predestinação. Você já dedicou um tempo para meditar neste assunto? Afinal, o que é ser um predestinado por Deus?

Primeira coisa que devemos observar é que a predestinação se destina a todas a criaturas racionais de Deus e ela se aplica tanto a homens bons com os maus e, também, a anjos bons e maus. No caso específico dos anjos, a predestinação não é igual à dos homens. Deus, por razões suficientes a si mesmo, decretou conceder a alguns anjos, além da graça que foram dotados na criação para permanecerem santos, uma graça especial de perseverança.

A predestinação inclui duas partes: A eleição e a reprovação.

A ELEIÇÃO

Sentidos da eleição na Bíblia:

  1. Eleição de Israel como seu povo. (Dt 4.37)
    1. Eleição de pessoas para serviços especiais. (At 9.15)
    1. Eleição de pessoas para serem filhos de Deus e herdeiros da glória eterna. (Rm 11.5-8)

Esta última designação demonstra que Deus tem um eterno propósito de salvar alguns da raça humana em jesus e por Jesus.

A REPROVAÇÃO

E se uns são eleitos, fica claro que outros não são. Isso torna Deus injusto?

Veja o que diz Gênesis 2.16-17 (ARA): “E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”

A passagem deixa muito claro que não se deveria comer da árvore do conhecimento do bem e do mau e se comesse haveria consequências. Deus não impediu, orientou, se comesse morreria.

A partir do momento que a humanidade tomou a decisão consciente e voluntária de contrariar a ordem de Deus, uma vez que até o pecado original o homem tinha o livre arbítrio quanto a pecar, ou seja, ele tinha a escolha em suas mãos de pecar ou não, ela própria se condenou à morte.

Não apenas a morte de um, mas de todos aqueles que fossem gerados pelos pecadores originais (Adão e Eva).

O que me chama a atenção é que Deus produziu um local maravilhoso (por isso é chamado de jardim do Éden, lugar de delícias; paraíso), e até onde a Bíblia nos deixa claro, apenas uma proibição foi feita: não coma daquela árvore.

Veja, não há pegadinhas, Deus deixa claro o que deseja e a árvore foi colocada em local de destaque para que ninguém depois alegasse que comeu por engano. Tudo estava claro, assim como estava claro a cobiça do ser humano em querer ser igual a Deus, pois foi isso que a serpente prometeu para Eva caso ela comesse do fruto (Gn 3.4-5).

Para mim, este é o pecado original, a cobiça de ser igual a Deus, antes mesmo da desobediência. Muitos estudiosos afirmam, inclusive, que a passagem de Isaías 14:12-14 além de falar do rei da Babilônia seria uma alegoria para a queda de Lúcifer que desejava ser igual a Deus. Veja, é o mesmo pecado!