A Longevidade do Ser Humano e o Dilúvio

Publicado em: 23 de janeiro de 2020

Categorias: Destaques, Estudos de Quinta Feira

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The Ark, lit on the inside and waiting for the flood.

Porque estou para derramar águas em dilúvio sobre a terra para consumir toda carne em que há fôlego de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra perecerá.

Gênesis 6:17

O homem abraçou o pecado com tanta vontade e a sua maldade cresceu tão rápida e ferozmente que Deus precisou dar um basta. Pode-se observar isso por meio da idade dos patriarcas (Gn 5.5), até a décima geração de patriarcas temos uma idade média de 900 anos, entre a 11ª e 20ª geração a idade média cai progressiva e rapidamente, parte de Sem com 600 anos para Abraão com 175 anos até chegar em José com 110. Vemos, então, que em apenas 23 gerações o ser humano sai de Adão com idade de 930 anos para José com 110.

Hoje o país onde se tem a melhor expectativa de vida é o Japão, 86 anos. Muito pouco comparado aos primeiros patriarcas. Mas por que o homem deixou de viver tanto? O próprio Deus responde a isso: “Então, disse o Senhor: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos.” Gn 6:3.

Repare que a idade do ser humano começa a cair após a décima geração, geração de Noé. É nela que há um outro grande marco histórico: o dilúvio.

Deus viu que todos os seres viventes haviam se corrompido (Gn .12) e decide matar todas as criaturas vivas preservando apenas os animais que entrassem na arca e a família de Noé.

Noé havia achado graça diante do Senhor (Gn 6.8), não porque nele havia integridade suficiente para isso, ele foi aceito pelo favor imerecido de Deus, uma vez que não há um justo se quer no mundo (Rm 3.10-12). Todavia, Noé não era como os demais de sua geração, era um pecador, mas era considerado justo e íntegro entre os seus contemporâneos (Gn 6.9).

Repare que o nível de depravação do ser humano chegou a um patamar tão grande que não há uma alternativa a não ser sua destruição. Mas Deus, na sua infinita misericórdia, decide dar uma segunda chance ao ser humano na descendência de Noé.

Repare que Noé criou a arca conforme orientações divinas (Gn 6.15-16), não foi sua capacidade náutica, mas a orientação de Deus que o ajudou a fazer sua obra. E, com seiscentos anos de idade, Noé entra na arca com sua família e com os pares de animais de cada espécie.

Repare alguns pontos importantes:

1 – Após todos entrarem na arca Deus fechou a porta (Gn 7.16), isso mostra a ação sobrenatural de Deus em suster aquela arca para que as águas não entrassem ali e a vida deles fossem preservadas.

2 – Não houve relatos de brigas entre os animais ou de alguém ferido, houve paz, paz divina.

3 – Durante todo o tempo que ficaram dentro da arca, aproximadamente 150 dias, não faltou alimento para ninguém, nem para humanos, nem para os animais. Isso demonstra a provisão miraculosa de Deus.

Ao final dos 150 dias as águas haviam baixado e havia terra seca. Noé com sua família e todos os animais saem da arca para um recomeço. A humanidade tem uma nova chance de ser melhor e Deus faz uma promessa: nunca mais destruiria a terra e os seres que nela vivem por meio de dilúvio. Como sinal dessa aliança Deus coloca um arco nos céus, o arco-íris. Ele é o símbolo visual da promessa de Deus. Sempre que você ver o arco-íris no céu lembre-se que Deus deu uma segunda chance a humanidade para ser melhor e que nunca mais destruíra a terra por meio de dilúvio. Deus, como sempre, se mantem fiel a sua promessa e até hoje vemos o símbolo de sua promessa. Quanto ao homem, o que ele fez com a sua segunda chance?

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